¿ O que Vale + ? - 11

           Fico me perguntando... em música moderna (porque "compositor mesmo é o cara que compõe até surdo!" I.M.) o que vale mais? Uma boa melodia? Um som bem gravado? Ou uma boa letra/texto? Atitude ou boa ideia? Pra dançar ou pra curtir? Pra pensar (música cabeça...). Pra falar a verdade num sei bem a resposta, sei que existem tantas possibilidades... e usando ainda as mesmas 7 notas (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si) e as 26 letras do alfabeto ocidental, e ainda nem tudo foi dito ou escrito e arrependido. Ainda acredito em boas novas e que nosso dia vai chegar, mesmo sem sermos a maioria, que tornaria possível uma renovação ("...é chegada a hora da reeducação de alguém, do pai, do filho, do espírito santo, amém..." C.V.). Nasci no final dos anos 70 então vi muitos dos meus ídolos partirem, e entendo hoje tanto tempo depois a importância dos textos deixados por esses quase sempre jovens, que queriam mudar o mundo (o velho mundo...), hoje em dia estão mais em cima do muro, do que se perguntando quem roubou a coragem deles, (que coragem? de jovens? Sinto falta...) talvez inconsequência e rebeldia ou atrevimento pela pouca idade.

           Prefiro não gastar o tempo tentando achar as respostas, pois tatear no escuro também tem sua graça, as vezes derrubamos coisas e erramos os caminhos que nos levam a próxima saída... Mas descobrir a fuga, a saída ou a luz; isso é algo que vale a pena. Uma nova realidade nem que seja a sua própria; é de boa ajuda pra aprender a conviver com a gente mesmo, olhar no espelho cada dia e reconhecer aquela imagem que muda com o tempo e ainda tentar melhorar, "faço a barba ou deixo crescer?". Quando penso em novas harmonias penso logo numa melodia pra acompanhar, assim como a questão em frente ao espelho, pinta logo na cabeça: "Acordes maiores ou menores?". Começar pelo simples é sempre um bom atalho pra criar algo, não que a escolha seja simples, ou que conseguir fazer funcionar as ideias e os acordes seja tarefa fácil, não existe uma receita pra fazer essa mistura, alguns dos que criaram obras belíssimas, nem se aventuraram a desvendar qualquer que fosse o instrumento, a melhor frase de uma canção nem sempre está na parte que se gosta mais ou no refrão.
           A versatilidade dos músicos sempre foi algo notório, improvisos e nuances que tornam possível uma mesma sequência de acordes ser usada em duas músicas distintas, os diversos ritmos, como soam em variados instrumentos, e por esse motivo cheguei a comprar uma bateria e colocar dentro do meu quarto, tomava metade do espaço, mas valeu o estudo, queria entender de perto (sentir na pele) a divisão rítmica e a complexidade dos "andamentos" do que eu gostava, aprendi muito, mas acabei vendendo, pois não evolui na prática.
           A modernidade e a tecnologia trouxeram várias caras novas à música e a mídia, quem dirá a nova geração de artistas que aparecem a todo instante..., falta agora ter o que dizer. O conformismo e a facilidade nos deixaram mal acostumados e céticos com as novas possibilidades, podemos querer algo melhor, os aparatos eletrônicos deveriam ser uma ferramentas para que uma ideia tome seu rumo, e não uma maneira dela existir, "...Em cada palavra eu percebo mais a inutilidade de bons conselhos..." ÂBS.
           Em 1995 estudava guitarra lá na Galeria Praça Sete em Belo Horizonte, me ocupava tentando extrair da melhor maneira a técnica do instrumento, porém no palco eu tinha uma dificuldade em reproduzir aqueles estudos, escalas e modos, mas eis que percebi que não era o quanto eu treinava e sim o foco do que eu estava fazendo. Passei a treinar os trechos de música que eu tinha maior dificuldade, e usar isso a favor do som, fazendo desses trechos exercícios que me deram a uma direção mais acertada, algumas músicas nem faziam parte do repertório da banda, ainda hoje uso como exercícios para não "enferrujar". Posso até ter esbarrado no óbvio, mas sem querer usar de aforismos... "Acho que ser natural e sincero é o que conta." F.M.

Obs. Solo A+:
           Ainda sou do tipo que acredita que o bom senso é o melhor caminho, não que seja esse o caminho mais fácil, desde o gênesis do aprendizado ao primeiro lugar das paradas de sucesso, do iniciante ao eleito melhor musico do Brasil, do quintal lá de casa ao maior mito da cidade... nenhum deles será salvo. Misturar música com paixão pode ser um bom exemplo, pois pode ser perigoso e um caminho de volta árdua e ardida, principalmente sem protetor solar. Lembrem se "o sol é pra todos e a sombra pra quem merece!"

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"Absolutum Est Casualis" 18-01-2013


Em ABSoluto + ÂBS + A+B Solo (Porques ABStratos) - 10

           "Absoluto, em Filosofia, é definido como a 'realidade suprema e fundamental, independente de todas as demais'. Na filosofia analítica e na filosofia pragmática, absoluto é tudo aquilo que não se deixa falsear." Eu gostei dessa definição; nos dias de hoje é como aquela outra que diz assim: "Copiar de um é plágio, de vários é pesquisa!", pois na verdade nada (ou quase nada) se cria, tudo se copia ou se mistura! Acredito que seja um bom caminho as fusões rítmicas que nas últimas décadas vem trazendo sons bem interessantes aos nossos ouvidos, claro que os mais radicais sofrem um pouco ao ouvir estilos musicais considerados "clássicos" misturados aos populares. Muito do projeto "A+B Solo" (www.absolo.com.br) vem de misturas e experimentos e nesse post explico um pouco sobre esse projeto. Assim sendo, "...arte é pras pessoas entenderam mesmo..." R.S, só assim faz sentido.
           Ab - Que em latim pode ser, desde ou em, a partir de (Ex.: Ab Solo - Em Solo, desde o solo), mas que no meu caso vem das iniciais do meu nome (Ângelo Belém Sadra ou ÂBS), sempre usei essa sigla, em arquivos pra marcar algo alterado por mim, e como redução completa do meu nome, sei também que é a sigla em inglês que define um plástico (ABS), Acrylonitrile Butadiene Styrene, que é o copolímero de Acrilonitrila, Butadieno e Estireno, sempre tem piadas sobre essa sigla então achei legal colocar por aqui. Escolhi esse nome para o projeto, pois queria que fosse algo que tivesse essas iniciais e que representasse um trabalho solo, acabei colocando no meio o sinal de adição (+) pra dar essa ideia de soma e pelo fato de eu ter convidado o Igor pra tocar ao vivo o projeto em um formato DUO, ideia que veio dele. Então, A=eu e B=batera, dai A+B Solo Duo (ou ainda A B Solo).
           Solo - Palavra italiana que significa sozinho. Todo mundo hoje em dia já entende quando alguém fala "trabalho solo", mas no meu projeto sozinho significa: Eu e meus amigos! Pois no CD que está a caminho contei com a participação de muitos deles, seja com arranjos ou com fotos, arte gráfica ou mesmo no apoio ao que tenho feito. As reticências (...) que constam na logomarca do projeto vem da ideia de continuidade, de onde e para onde vai... [...A+B Solo...]
           No título do post usei a palavra "abstrato", que chega a ser quase uma utopia, algo que fica distante do mundo real, ou que viva somente na ideia, ou ainda que seja uma abstração (abstrair/distrair). Música é arte, quando buscamos o significado mais remoto da palavra (a arte das musas); é ciência, quando descobrimos que é um fenômeno físico sonoro, parte da trilha sonora de nossas vidas, as músicas são feitas basicamente de sons e silêncio, devo estar abstraindo. Fico em silêncio!

Obs. Solo A+:
           Encontrei alguns sentidos no nome do projeto e escrevi por aqui, mas se alguém tiver alguma outra ideia do sentido, do que passou pela cabeça quando leu o nome (A+B Solo) e quiser compartilhar vai ser bem interessante (absoloduo@gmail.com). Pois lembro que quando fizemos a logomarca da EscaliBlues (www.escaliblues.com.br), eu e o Igor tínhamos pensado em trio por isso o triângulo (3 pontas) e o lance de ser em branco e preto, dando uma ambiguidade e assim o triângulo formando as letras "E" e "B" ([E]scali[B]lues). Mas já acharam outros significados que eu nem havia pensado. Falaram sobre a bandeira de Minas Gerais, que também tem um triângulo, a santíssima trindade, e o fato de termos usado um triângulo retângulo, que tem todos os lados iguais, fez lembrar a coisa da igualdade; e das cores: o negro e o branco, pois o blues que tem profundas raízes afro-americanas. Isso tudo me serviu de alerta sobre essa coisa de nome e sentidos, o que juntando assuntos me faz lembrar de um papo sobre música em preto e branco!

Obs. Solo +B:
Fato1: "Na falta de algo melhor pra dizer, melhor calar!"
Fato2: "Não produza um som que você não gostaria de ouvir." (Deveria ser lei!)

Nesse meu atual recomeço fico idealizando e fantasiando com o novo projeto, tentando adivinhar os próximos passos (...O primeiro passo é quase o primeiro tombo... ÂBS) como se fosse possível, quase uma auto evolução, porém sem tombar.

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"Absolutum Est Casualis" 11-01-2013




Saudade + Lembrança + Memória - 9

            Como já disse por aqui... não posso me considerar um cara saudosista, mas como contar estórias sem usar da lembrança, da saudade e fuçar na memória? Ainda não descobri é verdade, mas devido as longas conversas que eu sempre tenho com meus amigos, sempre me ocorrem fatos que mesmo querendo não ter uma recordação doída, fico nessa emoção de não ficar me escancarando demais sobre acontecimentos antigos, até porque pra muitos foram acontecimentos passageiros. Fico pensando: O que seria de nós sem as lembranças? Não teríamos amigos, estórias e muito menos a experiência! Então deixemos de delongas e vamos ao que interessa LEMBRAR.

            ("...Satisfazer, saudade! / Saber lembrar, saudade! É te lembrar pra todo mundo!..." ÂBS) Escrevi isso no ano de 2000 e ainda me é muito válido, ficava imaginando o que seria melhor pra "matar" as saudades, muitas vezes basta uma música, um sabor, um cheiro, uma foto, um vídeo... Postei aqui no blog um trecho da primeira apresentação da banda Dick Vigarista (http://www.youtube.com/watch?v=Kcv4VUtPgy4) e realmente tive a dimensão das minhas palavras e obtive alguma resposta pessoal também, que seria alguma pergunta como: Existe como satisfazer uma saudade?! Pergunta essa que sempre me pegou no contra pé, muitas vezes na tentativa de satisfazer a saudade abrimos mais a chaga que nos liga sentimentalmente aos momentos ("se não for pra lembrar, esqueça!" ÂBS). Houveram muitos comentários na rede social (http://www.facebook.com/absoloduo) sobre o vídeo; e fiquei emocionado com certeza e agradecido também. Obrigado!
            Foi naquele domingo, dia 25 de junho em 1995 que conheci algumas figuras que marcariam minha estória de vida, uma delas o João (voz) e outra o César Freaza (contrabaixo), ambos faziam parte da extinta 'banda Vôo'. Era um domingo de manhã fomos saber onde montaríamos os equipamentos (que nem eram tantos assim, foi quase uma formalidade) e o pessoal nos convidou pra irmos buscar alguns tablados pra usar de palco. Fomos na carroceria de um caminhão, eu, o Adriano e o Caló, da Dick e o César e o João da banda Vôo, ali já achei que eles discutiam muito (alguns meses a frente a banda deles teria fim, e por obra do destino ou do acaso, anos mais tarde o César se tornaria o baixista da Dick). No repertório da banda Vôo, algumas músicas autorais, Tim Maia, Cláudio Zoli, Hojerizah e muita mistura de música brasileira e soul brasileiro, levadas rítmicas que ainda eram novidade pra mim com meus recém-completados 17 anos. Já no repertório da Dick daquela noite músicas próprias, Barão Vermelho, Legião Urbana e sons de outras bandas de blues e rock brasileiro que faziam muito nossa cabeça. A apresentação começou ainda entardecendo por volta das 18:00Hs, o tempo bem nublado mas acho que ninguém esperava a chuva que estava por vir. Assim que a garoa virou tempestade, o pessoal mais engajado fez rapidamente paredes de lona por sobre e ao redor dos equipamentos pra manter o som da banda tocando. Quando já terminada a apresentação e pensando estar tudo sob controle eis que inicia uma discussão acalorada e uma sequência de ponta-pés, com certeza nem tudo são flores!
            O que sei é que quando resolvi falar sobre a primeira apresentação da banda Dick Vigarista aqui pelo blog, achei que não me lembraria de muita coisa, mas quanto mais me lembro, mais me lembro (I forgot, to remember, to forget); portanto "relembrar é viver", já tentei ser organizado com as datas, até cheguei a prometer aqui no blog que ia tentar ser mais preciso pra escrever os posts e evitar idas e vindas na linha do tempo; mas tenho achado impossível... e tenho até gostado de me perder na cronologia dos tempos de adolescente, me faz sentir o gosto das tentativas e erros cometidos ("...O que faltou no tempo, Sobrou no sentimento..." ÂBS).

            Não acho que vou flanar durante muito tempo nas minhas memórias e escreve-las exaustivamente, mas também não gostaria que tudo virasse pequenos resumos vazios, tendo como anexo um kitsch musical, pois como é sabido "a vida imita a arte, e a arte imita a vida" e se viver é uma arte tão complexa com suas cores (tons pasteis, multicoloridos e opacos), luzes e sombras, paisagens, vistas, aprender, sentir e aumentar as perpectivas. Não dá pra simplificar a vida! Não dá pra simplificar a arte!

"...Viver bem é viver a arte que encanta e que motiva a caminhada firme e perseverante..."

Obs. Solo A+:
            Hoje 18 anos depois (na verdade 17 anos e 6 meses), eu ainda tenho orgulho de ter participado e feito as intervenções musicais das quais participei lá no início da trajetória musical, entendendo que este orgulho seja apenas a coisa do dever cumprido, e de atingir o objetivo almejado em muitas das empreitadas.

Obs. Solo +B:
            Essas datas passadas me dão a impressão de ter um brilho especial, quando na verdade foi tudo muito a seco, e cru e dolorido, pois ainda hoje é complicado fazer com que as pessoas ouçam/vejam o que se está fazendo.

Obs. Solo A+B:
            Estávamos no início da 5ª música quando quebrou a corda do baixo, o pessoal da banda Vôo emprestou o baixo pro Janse continuar, o baixo emprestado é o que está no video. O Janse tinha um baixo Dolphin azul metálico e peças douradas.

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"Absolutum Est Casualis" 04-01-2013


Os + Variados Recomeços - 8


           Na minha cronologia musical, levo em consideração somente os anos que estive em bandas, porém quando comecei a escrever esse blog, percebi que quando eu escrevo por mim mesmo, em minhas próprias palavras.... Tanta redundância pra dizer que sinto necessidade de escrever, dessa vez, sobre os meus recomeços. Nos primeiros contatos que tive com o instrumento que me escolheu, o violão (posteriormente a guitarra), aprendia com voracidade e não velocidade, conheci gente interessante fazendo aulas de violão até um primo distante. Talvez o primeiro recomeço de todos, foi o primeiro violão que pude chamar de meu; passei do "verdão" Giannini pra um violão D'Giorgio modelo clássico estudante Nº.18, alguns anos mais tarde foi a descoberta da guitarra, outro recomeço, no aprendizado da música, na técnica de execução....

           Em 1994 ainda sem a internet, estudar guitarra em casa era uma rotina, a procura do melhor desempenho, da mais apurada digitação na escala do instrumento, da busca pelo som; porém, o acesso a material de estudo, que fossem discos ou livros, revistas, era escasso; até mesmo a dificuldade em conseguir aquelas famosas "revistinhas" de cifras para violão, mesmo que fosse emprestado era muito complicado, fotocópia era então um meio de conseguir ter guardada aquelas coisas.
            Em cada nova empreitada, tenho inicialmente um sentimento de perder o rumo ("Perder-se também é caminho" - C. L.) e ter que reconstruir o conforto dentro de um novo conceito, repertório ou estilo, ou postura. Por vezes me vi obrigado a recomeçar, quando algum dos integrantes da banda resolvia não seguir mais no grupo ou mesmo uma guinada de estilo. Veja bem, comecei tocando em uma banda com 7 (sete) integrantes, hoje tenho um trio e um duo, os números estão diminuindo à medida que o tempo passa, cada um foi buscando novas formas de viver, mas consigo me lembrar alguns dos recomeços mais marcantes, a saída do Adriano (vocalista) em 1996 e a busca de um novo cantor e com isso a entrada do novo vocalista no mesmo ano, e a saída desse em meados de 1997, meu começo cantando (pela força do momento), a saída do Agnaldo (gaitista) e Fernanda (cantora); e eu repassando os arranjos mais complicados de tocar e cantar para o Caló, a saída do Janse em 1998 e a busca por baixista inclusive com anúncios de jornal, daqueles de "procura-se", e depois de longa procura optamos por ficar sem quem tocasse as quatro cordas; mas encontrei com o César Freaza que acabou aceitando o convite pra integrar a banda um ano depois, gravou o primeiro CD da banda Dick Vigarista e se afastou indo morar no Rio de Janeiro. Depois acabei conhecendo outro baixista, o Douglas Mazzinghy, que tocou e gravou o CD "Ao Vivo No Aquário" da Dick, e a saída dele em 1999 (ficar sem Baixista definitivamente foi a sina daquela banda). Até por fim o Caló conhecer o Marcelo Velloso, baixista com quem gravamos e que integrou a banda Dick Vigarista até sua parada em 2005.
           A próxima parte dessa estória eu chamaria de: "Um Novo Começo de Novo". Em 2002 junto com os ainda integrantes da banda Dick Vigarista (Janse Romero e Igor Monteiro), montei a banda EscaliBlues (www.escaliblues.com.br). Nova sonoridade, repertório novo, ideias ainda em formação, timbres e nova energia, os novos projetos tem esse sabor de descoberta, da tentativa e erro, uma coisa de dar a cara tapa, se mostrar, divulgar e por o "circo" na rua, coisas essas que fazem parte de quem se propõe. O blues trouxe pra mim uma nova abordagem instrumental e postural, trouxe também novos instrumentos e equipamento que fui tratando de conhecer, e por falar nisso após um ano de blues e rock, passei a ter contato mais próximo com o Luiz de Bessa, amigo de longa data e que entrou como baixista, trocando de posto com o Janse. Após esse primeiro ano com o Luiz (baixista), conheci o Gustavo do Carmo, que já tinha uma bagagem musical grande tocando baixo e piano, este último seu instrumento de fato. Com a formação de quarteto gravamos o CD “EscaliBlues 2008" e tocamos durante 8 anos. Coincidência ou acaso... depois de 10 anos de blues (completados no início de 2012), iniciei em 2010 o mais recente projeto musical 'A+B Solo' (www.absolo.com.br).
            Em resumo, a vida é curta e sei que ainda me aguardam alguns recomeços, com ou sem o meu consentimento. Ainda tem muito chão pra rodar ("...Chão de prego, de asfalto e de luz..." ÂBS), muita coisa a aprender e temo que não conseguirei cumprir todos os projetos que ainda tenho em mente ("...Não há quem tente experimente / Sem sofrer um pouco...a vida..." ÂBS). Agradeço a todos os que leram o blog até aqui.
Feliz Ano Novo e um bom começo e recomeço de ano!

Obs. Solo A+:
            Mesmo sabendo ser possíveis vários recomeços em tudo que fazemos, as experiências são únicas, e em cada episódio de nossa vida nos mostram atalhos, e deixar pra depois, só vai adiar o inevitável! E em toda nova estreia uma pitada de auto-didata, pois são então os novos rumos a trilhar....

"Autodidata é um ignorante por conta própria." (M.Q.)

Obs. Solo +B:
            Montei a 1ª banda com alguns amigos, e não saímos dos ensaios. Voltei a estudar em casa por um longo período antes de conseguir montar a banda Dick Vigarista que teve duração de 10 anos, trocamos de baixista umas 4 vezes, de vocalista umas 3 vezes; ainda durante o período com a Dick, montei paralelamente com o Janse e o Igor a banda de blues e rock: EscaliBlues (www.escaliblues.com.br), que trocou de baixista e adicionamos o pianista e novamente após 10 anos com os blues, voltamos a ser um trio, recomeço um novo projeto: A+B Solo (www.absolo.com.br), que inicialmente convidei uma lista de pessoas pra participar e acabei optando por um duo. Cada fase dessas tem seus recomeços; e pra mim cada um desses inícios, novas ideias, aprendizado, de convivência com a música e com novas pessoas que marcam cada etapa em que estive envolvido.

A+Braço

>>>Próximo post em 04 de Janeiro de 2013

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"Absolutum Est Casualis" 28-12-2012

Cada Vez + Música e + Influências - 7

           Quando criança ouvia muita música em casa, mas era a minha época do "Balão Magico" e em casa tocava de Sérgio Reis a Elis Regina, Renato e Seus Blue Caps a Incríveis, Adoniran Barbosa a Nelson Gonçalves, Trini Lopez a Carlos Gonzaga, Roberto Carlos e tantos outros que tocavam na radiola e depois passou a ser um som 3 em 1, nesse lembro de ter ouvido Dire Straits, Metallica, Caetano Veloso, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, e depois em CD o primeiro disco do Pato Fu (Ainda pela Cogumelo Records), Nirvana, e outros dos anos 90, mas também muitos CDs emprestados de amigos e alguns da época de escola, Blues Etílicos, A Elétrika Tribo, Celso Blues Boy, Muddy Waters, Jonnhy Winter, Elvis Presley, e assim fui aprendendo a gostar de diversos estilos.
           Se me esforçar sou capaz de me lembrar das épocas em que ouvi cada coisa, os primeiros vinis, os primeiros K-7s (sim eu tive acesso a alguns originais, ouvi muito Ultraje A Rigor e os Demônios da Garoa, de tabela em casa), os primeiros CDs, os primeiros VHSs (ficava a tarde em casa e gravava da TV as inúmeras aparições dos artistas que eu gostava, nessa época eu estudava de manhã e ainda num trabalhava) e Laser Disc/Videos Disc (esses formatos nunca mais vi), DVD (acho que as primeiras coisas que vi foram filmes, de música lembro de ver os The Doors em branco e preto), Mpeg, AVI, MKV, e por ai vai...
           Lembro que a música cercava os jovens onde fossem, fui com meu irmão e meu primo assistir ao Batman (com o Michael Keaton) no Cine Brasil em BH, e antes do início do filme passou o clipe de "Há Tempos" da Legião Urbana, aquilo marcou aquela banda e aquele disco também, por vezes encontrei caminhos e pessoas que me indicaram músicas e artistas que me influenciariam não só com o som, mas como estilo de vida e instrumentos diferentes, que me atraiam e me davam certa curiosidade. Assim conheci Brian Setzer, Walter Trout, Chris Duarte, B-Side Players, Blues Brothers, Los Porongas, Hojerizah.
           A primeira banda de "heavy" que ouvi falar antes mesmo de ouvir qualquer som foi o Iron Maiden, meu vizinho fazia uma montagem de caixas de som no quintal e colocava pra tocar os discos (ainda em vinil), e se empolgava. No quarto dele um pôster do Eddie "The Head", sim o mascote das capas dos discos que naquela época causava um estranhamento total e ainda causa a primeira vista. Na cidade não havia muito o que ver de música jovem nos medos dos anos 90, algumas das bandas que tinha lá seus  movimentos entre o rock, o punk e o heavy metal estavam recém terminadas, talvez isso tenha me impulsionado a montar a minha própria banda ("...Ora se você quiser se divertir, invente suas próprias canções..." R.R.).
           Fui por diversas vezes assistir aos ensaios de bandas locais, era não só um passatempo, mas também uma maneira de me deixar influenciar pela música ao vivo. Fui a muitos ensaios da banda de música da cidade, daquele estilo das banda de coreto, e ali eu gostava de ficar perto da tuba baixo (caracol), ficava fascinado com o volume e a pressão dos graves vindos do instrumento, também me chamava muito a atenção o pessoal da percussão, que tinha lá a "caixa clara", um bumbo e os pratos. Já ouvi dizer que o instrumento 'bateria' nasceu de uma dessas bandas, que na ausência de algum dos músicos da percussão, outros assumia o instrumento do faltante, até surgir mesmo a ideia de juntar varias peças num só conjunto de instrumentos.
           Voltando ao post, sempre tenho escrito por aqui dos meus amigos e companheiros de música, cada um deles me apresentou suas influências, que pra falar a verdade a mim parecia nato neles, pois nunca perguntei de onde eles conheciam aqueles discos ou CDs, meu foco com certeza estava no som mais do que na fonte daquilo que ouvia. Gostava de descobrir por mim mesmo sobre as biografias das bandas e dos músicos que me agradavam. Nas minhas primeiras buscas por algo pra ouvir comecei a comprar e gravar em fitas K-7, que mais tarde passaram a ser CDs graváveis até chegar aos MP3 de hoje. Houve um tempo em que iniciei um "exercício" mensal na procura por novos sons, saia de casa pra garimpar em lojas de CDs por sonoridades que me norteiam ainda hoje quando preciso de uma referência.

Obs. Solo A+:
            Não posso me considerar um saudosista, Mas gosto de lembrar das épocas e dos contextos, o que nos movia, e fico pensando que seria diferente se eu tivesse começado a tocar ou gostar de música hoje em dia. O foco no som e nas sonoridades provavelmente seria completamente outro!
            Gostava de tocar junto com meus discos preferidos (Barão Vermelho, Stevie Ray Vaughan, Metallica, Iron Maiden, Engenherios do Hawaii, etc), gastava um bom tempo nisso, ligava o amplificador e os pedais (ou pedaleira) e buscava os melhores timbres baseando no que eu ouvia sair dos alto-falantes, funcionou muito isso aí!
Obs. Solo +B:
           Cada edição que escrevo, percebo que de cada post podem sair mais posts, são muitas as lembranças e curiosidades ligadas aos acontecimentos narrados por aqui, sugiro que as pessoas escrevam nem que seja um "diário" ou mesmo uma agenda com suas memórias de épocas vividas, é como em uma terapia, entender: De onde vem? O que é? E pra onde vai? Fica aqui a dica! Vou tentar ser mais preciso nas datas nas próximas postagens ok! E o mundo não acabou!!!

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"Absolutum Est Casualis" 21-12-2012

Na Escola Tinha + Música e + Música - 6

           No final do ano escolar de 1991 conheci um amigo que me despertaria pra música e se tem uma coisa que acredito é naquela frase que diz: "As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.", e no ano seguinte passei a estudar com essa figura, o Janse. Ele já tocava um pouco violão e eu só ficava assistindo. Meu único irmão é cinco anos mais velho que eu, e tinha amigos que já tocavam violão, muitos desses amigos dele se tornaram também meus amigos. Gostava demais das inúmeras vezes que algum deles levava o violão na escola, ou então aparecia lá em casa com "vinis", do que quer que fossem os estilos: rock, heavy, punk, gótico... E durante uma fase essa moçada aproveitava a ausência dos meus pais (com o consentimento deles) e ficam tocando violão noite adentro.
           Acabei formando uma dupla com o Janse, em trabalhos de escola, na música e na vida; aprendemos várias coisas nesses anos e anos de convivência e amizade que já se perdem no tempo. Estudamos na mesma sala, na escola Leonardo Sadra. Na época tínhamos tamanha paixão pela música que era só ter uma oportunidade e pronto! Estávamos lá de violão em punho pra participar de eventos escolares diversos, era um violão Giannini verde com as bordas pretas, acreditem esse violão ainda existe (taí a foto que não me deixa mentir), pode até não ser bonito, mas é exótico! E foi nesse violão que comecei a aprender e tocar, e com ele me apresentei diversas vezes na escola e pros amigos.

          Na 7ª série, gostávamos de Legião, Engenheiros, Capital Inicial e outras. Houve uma tal "Feira de Cultura" na escola, que foi um momento marcante queríamos tocar, claro! Então eu consegui emprestada de um vizinho uma guitarra em Giannini Supersonic sunburst, do preto até um tom de alaranjado, e o Janse conseguiu com o Caló a tal guitarra Golden (modelo Paul Stanley) preta, achamos aquilo super legal, na escola tinha um amplificador Kute 55, que tinha um revestimento cinza em tecido, ligamos as guitarras nele. Faríamos duas aparições nessa feira, uma no início e outra no encerramento, houve quem incentivasse também, alguns professores e amigos; me lembro até de umas garotas!!! Na primeira aparição saímos ilesos, conseguimos tocar o que ensaiamos; mas ao final da feira, antes da segunda aparição que faríamos, nos vem um amigo e pergunta se poderia cantar uma música junto com a gente, ficamos um pouco apreensivos, mas o cara foi tão convincente e tinha tanta firmeza. Escolheu logo uma música difícil pra cantar (I Used to Love Her dos Guns 'N' Roses) e nós inocentemente aceitamos.
           Era na quadra de esportes anexa a escola onde tinha um palco e um portão de entrada e saída muito pequeno, onde passavam duas pessoas por vez com muito cuidado. A quadra estava muito cheia nesse instante, relembrando aquele momento, me parece que eu via a areia de uma ampulheta passando de um lado para outro, eram as pessoas indo embora com muita pressa, tamanho o desastre causado pelas notas desafinados do nosso cantor emergente, que nos submergia a cada nota e cada palavra emitida. Nunca vi um lugar esvaziar se tão rapidamente.
           Juntamos nossos cacos emocionais daquele momento e fomos pra casa, e nesse momento ouvimos uma canção que dizia assim: "E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz! Teremos coisas bonitas pra contar/ e até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer/ não olhe pra trás apenas começamos..." aquilo nos atingiu em cheio; e de alguma maneira reacendeu nossa vontade de continuar tocando. Nos formamos no primeiro grau e dois anos depois montamos juntos com o Igor a banda Dick Vigarista, mas essa história ainda contarei com detalhes no futuro que remonta nosso passado musical.


Obs. Solo A+:
           Esse post me faz perceber de onde vinham muitas das minhas influências e muitas das ideias que ainda insisto em transformar e usar, e desafiar. Conheci na escola o Adriano Borçari que estudava com meu irmão, e em algum dia que meu irmão não pode ir a aula o Adriano me perguntou do paradeiro do meu irmão naquele dia, e em seguida me deu um pin (broche) do U2, curiosamente o som da banda nunca me atraiu, apesar de ter coisas muito bonitas (videos, letras, ideias e ideais). A "moçada" que sempre levava o violão na escola eram o Lúcio, o "Casinha", o Christian, o Adriano, o Alisson; já o Emerson 'Isquisito' era o cara dos vinis, coisas muito legais ouvi pela primeira vez vindas dele.


Obs. Solo +B:
           A cidade que moro nessa época era muito tranquila e conseguíamos transitar pelas ruas com equipamento e tocar violão nas praças pra passar o tempo e conversar com mais calma e sem o temor de ser assaltado. Íamos pra escola nos fins de semana pra tocar violão ou ensaiar com as bandas locais.


Obs. Solo A+B:
           Este post é dedicado a todos estes que se tornaram meus amigos da época da escola e ainda hoje tenho grande apreço por eles. Nessa mesma era escolar conheci o Agnaldo, que para minha surpresa mais tarde se tornaria o gaitista da banda Dick Vigarista.


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"Absolutum Est Casualis" 14-12-2012

Música + A Comédia do dia-a-dia! (As + Engraçadas) - 5

           Tive a sorte de conhecer as pessoas com quem toquei, todos tinham e têm um senso de humor único, ácido e exclusivo, pois muitas vezes tínhamos piadas internas no nosso grupo, algumas tão específicas que ainda hoje, só podem ser contadas em momentos "remember" da turma, pra poder valer o riso. Na primeira banda que montei (Vidas Secas) fazíamos questão de inventar piadas, e fazer paródias uns pros outros; claro isso nos rendia boas risadas e fortalecia nossa amizade ainda muito infantil e inocente. Depois quando com a banda Dick Vigarista, amigos que convivi durante 10 anos em ensaios, "passagens de som", palcos, estúdios e momentos de traslado, tínhamos um grupo maior de pessoas e culturas diferentes em constante contato humano, rico e expressivo principalmente, o que nos norteava era a música e a amizade, mas sem as graças e as gracinhas eu acho que teríamos sido reduzidos a mais um estereótipo de banda de garagem.
            Certa vez durante uma apresentação numa escola meu companheiro de banda e guitarrista (Caló) foi acometido por uma vontade fortuita de ir ao banheiro tirar a tal água do joelho, chegando ao mictório para a surpresa do nosso gaitista, amigo e também figura (Agnaldo) que se encontraram nesse mesmo "restroom", nesse momento o cantor (Adriano) segurava a guitarra esperando a volta do "bon vivant" Carlos Alberto 'Caló'. Ainda com essa mesma formação a banda se apresentou numa festa e o palco era por sobre o público, o cantor (Adriano), muito inclinado a comédia naquela noite, toda vez que ele segurava o microfone e encostava em algum de nós da banda, tomávamos choque, então foi uma noite de risos e choques, acho que a plateia não deve ter entendido nada.
            Hoje em dia eu entendo que existem algumas coisas que se atraem naturalmente, camisa branca e molho de tomate, xixi de cachorro e roda de carro, banda de rock e ideias mirabolantes, pra não dizer absurdas e porque não dizer engraçadas D+. Num desses momentos criativos e escalafobéticos, tivemos a chance de ter uma mente brilhante a nos guiar, o então "produtor", teve uma ideia que mudaria a história da banda e que provavelmente nos colocaria nas capas de alguns tabloides e jornais sensacionalistas talvez. O rapaz começou a despejar pra nos ouvintes havidos e impacientes por novidades: _"A gente" vai criar vídeos e colocar num telão ao lado do palco mostrando cenas que componham visualmente as músicas, vamos conseguir também uma máquina de "fumaça" (gelo seco) pra dar um clima especial e cinematográfico ao palco; colocaremos também um lobo Guará em cima do palco (que até aí podia ter sido um bicho domesticado e cuidado com carinho e esmero) e uma naja, (opa! ele falou NAJA?! a cobra?), foi nesse instante que o Caló perguntou só por perguntar... "Ué! Mas essa cobra não é perigosa não?". Nosso então mentor intelectual e gênio de última hora, explicou que não..., que as prezas dela seriam arrancadas e que no máximo, durante um bote a cobra poderia quebrar um braço de alguém por se tratar de um animal deveras pesado! Aaah Bom! Que alívio... Tivemos que nos conter pra não soltar uma gargalhada coletiva e não ofender nosso protetor de ideias férteis e cheias de esterco de lobo ou será de cobra? (uhm! e cobra tem esterco?!).
            Quando estamos atuando em palco, não dá muito tempo e também é claro que o foco de nossas atenções é a apresentação (som, luz, performance) e muitas vezes não nos damos conta de pequenos detalhes, alguns eu diria cruciais e importantes para deixá-los de fora. Numa dessas apresentações eis que conseguimos um baixista de última hora (Fabiano), que caiu numa "pegadinha". De repente durante uma música "Cara sua braguilha tá aberta" (vulgo: zíper da calça), só em alguns giros mais intensos de dança de salão vi alguém se virar tão rapidamente, mais uma do amigo Caló, que por falar em comédia, é um grande apreciador tendo me apresentado filmes como os do Monthy Python, Peter Sellers e outros.
            No final dos anos 90 estava em alta os tais "Pocket Shows", que nada mais eram e são, que apresentações acústicas de curta duração, (proposta essa que ainda me agrada) e ao fim de um desses, no caloroso "Bar do Lulú", o cantor se despediu do público e desceu uma pequena escada que chegava ao camarim, embaixo dessa escada o pessoal do bar guardava engradados de bebidas vazios e garrafas, havia um espaço entre a parede e a tal escada, suficiente pra passar uma pessoa; inebriado pela boa apresentação e pouca luz, nosso companheiro passa entre a escada e a parede indo parar junto aos engradados e garrafas, por sorte não se machucou muito, uma camisa rasgada, um corte superficial na altura da cintura e o ego despedaçado...
            Quando comecei a cantar e assumi o papel que cabe ao "crooner", numa dada tarde durante um evento no qual estávamos tocando, resolvi distribuir algumas camisetas de brinde com o nome da banda estampados em prateado, e chamei ao palco quem se interessasse por aquele pequeno mimo (a camiseta no caso), o palco era um tablado e assim que um rapaz subiu ao palco ele pisou no cabo que estava plugado e derrubou minha guitarra, talvez pra compensar o vexame a que ele estaria sujeito, brincadeiras a parte, nem me queixei.
Obs. Solo A+:
            Pra encerar, em Goiânia abrimos o show da banda Velhas Virgens na UFGO e pra terminar a apresentação resolvi dar um salto da bateria até a frente do palco, nem era tão alto assim, mas me desequilibrei e quase fui parar no meio do público. Lição: Salto é pro Humberto Gessinger, ou aquele cara do Van Hallen e pros Kangurus ok!
Obs. Solo +B:
            Acho que toda banda tem personagens, alguns se destacam no quesito comédia, outros no lado empresarial, uns em nadismo, outros em achismo e filosofias adjuntas, mas sem dúvida uma das figuras mais engraçadas com quem já me apresentei foi o Caló, o cara conseguia tirar graça de momentos sérios, o que dava uma leveza a caminhada na música que nos trazia tanta expectativa. Obrigado aos meus companheiros por esses anos que ainda nos rendem momentos agradáveis.


Obs. Solo A+B:
            Claro que não são só essas estórias em todos os anos tocando e apresentando em palcos diversos, mas como diz o título do
post, "As + Engraçadas". Meus companheiros de banda com certeza devem ter suas memórias pra contar, mas deixo pra eles e para o tempo se encarregarem de guardar e arquivar ou deletar esses momentos...
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"Absolutum Est Casualis" 07-12-2012